Quinto revela ainda que 38% topariam receber dinheiro por sexo e 42% admitem que contratariam serviços sexuais

A prostituição é um tema que segue polêmico, com opiniões conflitantes mesmo dentro de grupos que têm pautas em comum, como o feminismo. A marginalização e preconceito que ainda rondam o trabalho sexual fazem com que o levantamento de informações sobre o assunto seja complexo. Contudo, um estudo da Fundação Scelles, publicado em 2012, estima que mais de 40 milhões de pessoas no mundo se prostituem, sendo que a grande maioria (75%) seriam mulheres entre 13 e 25 anos.

O Quinto é um espaço de opinião único. Isso porque ele permite a discussão respeitosa de temas complexos como esse e que, usualmente, não são debatidos abertamente. Por isso, temos uma série de perguntas que abordam o trabalho sexual sob diferentes perspectivas: regulamentação, comportamento e preconceito, são algumas das abordagens de nossas perguntas. Confira abaixo!

A prática da prostituição e sua regularização

Os resultados do app sugerem que as pessoas são favoráveis tanto à prática da prostituição em si, quanto à sua regularização. Isso porque quando perguntados, “Você é contra a prostituição?”, 63% dos usuários do app responderam que não, portanto a maioria. Quando o tema é a regulamentação trabalhista da prostituição, pouco mais da metade, 56%, disseram ser favoráveis.

A legislação atual brasileira não criminaliza a prostituição para maiores de idade, mas pune a cafetinagem (ou rufianismo) – que consiste em receber parte dos lucros pela prostituição de terceiros – e também proíbe manter casas destinadas para prostituição. O projeto de lei (PL 4211/2012) que tentava regulamentar as atividades de prostituição, acabou arquivado em 2019, mas levantou polêmica. Entre as propostas do documento, estavam regulamentar a prostituição como uma atividade para maiores de 18 anos, que só pode ocorrer espontaneamente e mediante pagamento de ao menos 50% dos rendimentos de serviços; previa também aposentadoria especial com 25 anos de trabalho; e ainda regulamentava as casas de prostituição.

Para algumas ativistas, esse seria um passo importante na garantia de direitos das prostitutas, fornecendo mais proteção para elas. Já o chamado movimento feminista abolicionista considera que a prostituição é sempre uma forma de abuso sexual e exploração, defendendo medidas que retirem as mulheres da condição de prostitutas.

 

Sexo, dinheiro e as relações pessoais

Silhueta de mulher em corredor escuro

Maioria afirma que não pagaria ou faria sexo por dinheiro, mas quantidade considerável toparia a prática.

O app também questionou os usuários sobre sua relação pessoal com o sexo pago. Diante da pergunta, “Você faz / faria sexo por dinheiro?”, 62% disseram que não. Ou seja, 38% admitem que topariam a prática. Já quando a questão é “Você pagaria por sexo?”, 58% afirmam que não, enquanto 42% admitem que contratariam serviços sexuais. No Brasil, tanto o profissional do sexo, quanto o cliente não cometem crime desde que ambos sejam maiores de idade.

Quando o assunto é o envolvimento amoroso com profissionais do sexo e assumir essa escolha perante a sociedade, ainda há preconceito. Isso porque 57% dos usuários afirmam que não assumiriam um relacionamento com um (a) profissional do sexo.

SugarBaby é prostituição?

A linha que separa a prostituição e o relacionamento dos sugar babies com seu daddy ou mommy é tênue ou, para algumas pessoas, inexistente. Nesse tipo de relação, estão envolvidos uma pessoa mais velha, com poder aquisitivo, e uma mais jovem, que desfruta de vantagens concedidas pelo parceiro, entre elas, viagens, jantares e presentes caros. Nesse contexto, existem os chamados “sugar daddies” (homens) e “sugar mommies” (mulheres), além dos (as) “sugar babies”, que são os (as) jovens que buscam “daddies” e “mommies” para um relacionamento.

Muitos sugar babies refutam a classificação de prostituição, por alegarem que mantém uma relação que envolve outros aspectos além do sexo. Contudo, é inegável a conexão entre a prática, favores sexuais e recompensas financeiras.

Independente de rótulos, entre os usuários do Quinto, há mais candidatos a babies do que daddies e mommies. Isso porque 40% topariam ser sugar baby de alguém, contra 60% que recusariam a prática. Já para o cargo de mommy e daddy, apenas 22% dos usuários estariam dispostos, ante 78% que afirmam que não seriam “sugar daddy” / “sugar mommy”.

Debate livre

O Quinto é uma rede social que busca a construção da opinião coletiva por meio do debate. Aqui, os temas mais polêmicos são tratados de forma isenta e respeitosa. Quer participar da revolução? Baixe o app, vote e compartilhe!

 

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Homem dando dinheiro para mulher