Brasil registrou altos índices de abstenções, votos nulos e brancos; Quinto ajuda a explicar o descontentamento popular

As eleições 2020 não foram marcadas apenas pelos cuidados sanitários devido à pandemia de coronavírus, mas também pelos altos índices de abstenções, votos nulos e brancos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 147 milhões de brasileiros estavam aptos a votar. No entanto, o país registrou 29,5% de abstenções no segundo turno das eleições. Este é o maior índice desde 1996.

Além disso, os eleitores que foram até as urnas também não pareciam muito entusiasmados a votar. Na cidade de Cacequi (RS), por exemplo, o número de votos nulos (3.447) foi superior ao dos votos (3.259) que elegeram a candidata Ana Paula (MDB) como prefeita. Em Campinas (SP), outro exemplo, com o maior registro de votos nulos e brancos do Brasil. No município paulista, foram 111.587 anulações (20,43%) e 45.524 votos (8,33%) em branco.

O que teria levado a esse desânimo? 79% dos usuários do Quinto dizem que não estão satisfeitos com o processo eleitoral no Brasil. Algumas perguntas em nossa rede social ajudam a compreender melhor essa opinião dos brasileiros. Voto nulo, útil ou obrigatório? Voto está à venda? Essas são questões essenciais sobre a percepção em relação ao processo democrático e, abaixo, você confere como pensam os usuários do app a respeito desses temas.

Impactos da pandemia

Título de eleitor, ao fundo máscara de proteção e caneta

Riscos de contaminação no percurso até o local de votação também preocuparam eleitores.

 

Apesar das medidas adotadas pelo TSE, nem todos se sentiram seguros para sair de casa e votar. Com isso, 16% dos usuários do Quinto afirmaram que deixariam de votar por conta da pandemia.

Voto nulo x Voto útil

Quando nenhum dos candidatos representa o eleitor de forma satisfatória entra em cena o dilema: votar no “menos pior” ou anular o voto?

A resposta pode mudar de pleito para pleito, dependendo da configuração política local e uma série de fatores. Entre nossos usuários, 31% afirmam que anulariam seu voto. Já o voto útil é defendido por 61% dos usuários.

Voto obrigatório

Alguns analistas apontam que a disponibilidade do app E-título pode ter contribuído para as abstenções, uma vez que a plataforma prometia uma forma simples de justificar a ausência no pleito. No primeiro turno, o app apresentou problemas, mas funcionou corretamente no segundo. Essa situação leva a questionar quantos realmente desejam participar do processo eleitoral e qual seria sua adesão caso não existissem sanções como a necessidade de justificar o voto.

Entre os usuários do Quinto, 68% dizem ser contrários ao voto obrigatório. No entanto, quando perguntados “Se o voto não fosse obrigatório, você deixaria de votar nestas eleições?”, 77% disseram que não.

Confiança no processo eleitoral

No primeiro turno das eleições, o TSE enfrentou dificuldades com o sistema de divulgação dos resultados. O tribunal garantiu, no entanto, que não havia qualquer risco aos dados da votação. A situação gerou teorias da conspiração na internet e reacendeu o debate sobre a segurança das urnas eletrônicas. Entre os usuários do Quinto, a confiança no sistema está abalada. Isso porque 67% dizem que não confiam na urna eletrônica.

O TSE afirma que “a Justiça Eleitoral utiliza o que há de mais moderno em termos de segurança da informação para garantir a integridade, a autenticidade e, quando necessário, o sigilo”. Para entender mais sobre os processos de auditoria das urnas é possível acessar o site do tribunal.

 

Voto tem valor?

Pessoa segura título de eleitor e uma nota de 50 reais

Para a maioria dos usuários do Quinto voto tem valor, mas não tem preço.

Apesar das críticas ao sistema eleitoral, a maior parte dos usuários do Quinto ainda reconhece o valor do voto. No app, 89% disseram que não venderiam seu voto. Importante ressaltar que o Código Eleitoral considera crime o ato de “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem para obter ou dar voto, para conseguir abstenção ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. Ainda assim, 11% admitem que venderiam o voto.

Opinião coletiva

O processo democrático não se restringe ao voto nas eleições. Participar de conselhos municipais, ajudar na criação das leis de iniciativa popular, fiscalizar o trabalho dos políticos e promover debates em sua comunidade são formas de participar da democracia e influenciar os rumos da sociedade.

O Quinto é a rede social ideal para quem pensa assim. Votos, debates, manifestos fazem parte da nossa plataforma, que apresenta temas e a dinâmica ideal para quem quer ajudar na construção da opinião coletiva e dar voz à sociedade. Ainda não tem o app? Baixe, vote, comente e compartilhe.

Leia mais Direitos dos animais: maioria defende a causa e políticas públicas para os bichos

Vote no Quinto

Mulher enrolada com a bandeira do Brasil diante de horizonte