Usuários do Quinto acreditam que falta de respeito de uma criança é culpa da família e admitem que castigo é eficiente na educação dos filhos

Educar é um ato de coragem, já dizia Paulo Freire. Indo além, ter um filho e a responsabilidade de educá-lo e criá-lo exigem ainda mais valentia. Ser responsável pela educação dos filhos, transmitir valores, hábitos, conhecimentos e criar condições para que as crianças experienciem o mundo é uma tarefa e tanto.

No Quinto, várias questões que envolvem a criação e a educação dos filhos nos ajudam a mostrar como a sociedade pensa sobre o tema nas mais diversas áreas, como sexualidade, família, mundo tecnológico, saúde e outros.

Valores e educação dos filhos

Os valores são regras de conduta ou princípios que orientam o comportamento do ser humano, de acordo com aquilo que se considera correto – de acordo com a visão de cada um. Ensinar valores às crianças é uma forma de tentar garantir a educação dos filhos. Desta forma, contribuir para que se tornem adultos tolerantes, respeitosos e responsáveis. Principalmente quando se trata de valores éticos, relacionados com nosso comportamento e com as regras de uma comunidade.

Entre os principais valores que podem – e devem – ser transmitidos às crianças estão a amabilidade, o respeito, a educação, a tolerância, a honestidade, a responsabilidade, entre outros. Dentre os usuários do Quinto, 89% se acham responsáveis por passar bons valores para as crianças, e o mesmo percentual – 89% – também acreditam que a falta de respeito de uma criança é culpa da família.

Essa responsabilidade, no entanto, parece ser exclusiva dos pais, uma vez que quando perguntados: “Parentes devem opinar na criação de filhos?”, 71% responderam que não.

Um tapinha não dói… dói sim

Criança pequena encolhida no chão, escondendo o rosto

Especialistas alertam que castigo moderado pode ser eficiente, mas é preciso cuidado.

Para os especialistas na área da educação infantil, impor limites e regras é fundamental na educação dos filhos para criar uma criança mais segura e feliz. Contudo, este ponto é exatamente onde os pais encontram mais dificuldades. Que limites são estes? Como defini-los?

Ensinar a lidar com frustrações, não ceder a crises de birra e estimular a independência dos pequenos são saídas indicadas. Com relação às crises da infância e ao comportamento dos filhos mais “rebeldes”, os usuários do Quinto parecem não ser tão compassivos, uma vez que para 77% deles, o castigo é eficiente na educação dos filhos e para 64% a palmada dada pelos pais ajuda na educação das crianças.

Embora terapeutas familiares e psicólogos infantis entendam que um castigo moderado gera efeitos positivos em algumas crianças – como corrigir um comportamento proibido colocando a criança num “cantinho do pensamento”, por exemplo – o castigo físico nunca é recomendado, inclusive por lei.

No Brasil, a Lei Menino Bernardo, também conhecida como Lei da Palmada ( Lei nº 13.010/2014), proíbe o castigo físico às crianças e adolescentes. O texto define que “a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante”. A lei não impõe punição criminal aos responsáveis, mas dependendo da gravidade podem ser encaminhados a programas sociais ou comunitários de proteção à família, tratamento psicológico ou psiquiátrico e até advertência.

Tal pai, tal filho…

homem segura bebê em seu colo, o aconchegando no ombro

Presença paterna é importante, porém muitas crianças não têm ao menos o nome do pai nas certidão de nascimento.

O artigo 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz respeito à responsabilidade dos pais sobre os filhos. Segundo o ECA, é dever da mãe e do pai dar o sustento, proteger e garantir a educação do filho. Afirma ainda que essa responsabilidade é igual para ambos e deve ser compartilhada entre eles. No entanto, segundo levantamento da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC), 80.904 das crianças registradas nos cartórios brasileiros somente em 2020 têm apenas o nome das mães nas certidões de nascimento, de um total de 1.280.514 nascidos este ano.

Dos usuários do app, apenas 8% não têm o nome do seu pai no registro de nascimento e a presença do pai na criação dos filhos é considerada fundamental para 82%. Especialistas em educação e comportamento confirmam a crença dos nossos usuários e reforçam que a presença do pai na vida da criança é fundamental para o seu desenvolvimento. Da mesma forma, pesquisas na área da psicologia apontam que a figura paterna é uma referência para crianças, que têm mais chances de desenvolver uma boa saúde mental na vida adulta.

De onde vêm os bebês?

A pergunta é inevitável e respondê-la exige responsabilidade. Falar sobre sexo com os filhos pode ser um tanto desconfortável tanto para os pequenos, quanto para os adultos, devido às diversas barreiras culturais que existem quando o assunto é sexualidade. Falar sobre o tema, no entanto, é de extrema importância para manter crianças e adolescentes informados. Orientar os filhos de modo preventivo pode ser uma grande ferramenta para que eles ganhem amadurecimento emocional.

No Quinto, apesar de 68% responderem não quando perguntados “você conversa / conversava de sexo com seus pais?”, 54% acreditam que existe idade certa para os pais conversarem sobre sexo com as crianças.

Para especialistas, não há uma idade específica para falar sobre sexo. Porém, há uma abordagem para cada idade. Especialmente para os mais novos, é recomendado introduzir o assunto de acordo com as dúvidas que surgirem naturalmente. Falar sobre consentimento, no entanto, é uma medida preventiva que pode ser abordada ao longo da infância de maneiras diferentes. Afinal, ensinar para uma criança quais são as partes íntimas e quem pode tocá-las é uma forma de evitar abusos sexuais e uma importante ferramenta na educação dos filhos.

Tem filhos, tem que vacinar

Foto mostra pessoa pingando remédio oral na boca de um bebê que está no colo de uma mulher

O ECA determina a obrigatoriedade da vacinação de crianças e adolescentes no Brasil.

 

Quem tem filhos no Brasil, por lei é obrigado a manter o calendário de vacinação da criança atualizado. Não imunizar os filhos é uma prática ilegal no Brasil, o que pode levar os pais a responder criminalmente por expor suas crianças ao risco de adoecimento e morte, e a sociedade à disseminação de doenças passíveis de prevenção. O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e outros dispositivos legais garantem o direito das crianças à saúde e pais que se recusam a vacinar seus filhos podem ser obrigados pela Justiça, sob pena de multa e até perder a guarda da criança.

No Quinto, 85% dos usuários concordam que pais sejam multados por não vacinarem os filhos, mas são mais condescendentes com relação à perda da guarda das crianças, uma vez que 64% responderam não quando perguntados: “Na sua opinião, pais devem perder a guarda por não vacinarem os filhos?”

Nas redes

O acesso à internet e às redes sociais é uma das formas de passar o tempo para muitas crianças e adolescentes e motivo de preocupação para muitos pais. Segundo o estudo TIC Kids Online Brasil 2019, divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, 89% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos são usuárias de internet no país e 68% acessam a internet mais de uma vez por dia.

Uma forma de monitorar a utilização dos filhos na internet e redes sociais é utilizar softwares espiões, embora psicólogos afirmem que a melhor estratégia para a educação dos filhos nas redes seja o diálogo e a conversa franca sobre os riscos. No entanto, para 56% dos usuários do Quinto, os pais vigiam os filhos nas redes sociais.

 

Mãe e filho sentadas em um sofá, menino segura tablet e mulher segura notebook, os dois estão sorridentes

Controlar acesso ao ambiente virtual é um desafio da educação nos tempos modernos.

Alguns pais, não ficam de olho nos filhos na internet apenas para monitorar e orientar, mas para incentivar e muitas vezes até exibir os talentos da criança como influenciador mirim. A prática é reprovada por 81% dos usuários do Quinto que acreditam que influenciadores (as) mirins são explorados (as) pelos pais.

Especialistas em educação dos filhos e psicólogos consideram a atividade um trabalho infantil – que é proibido no Brasil antes dos 14 anos – pois as crianças mantém uma rotina de afazeres que não é adequada a sua faixa etária, com as postagens, gravações de vídeos e publicidade. Muitos pais de influenciadores mirins, no entanto, alegam que a atividade é um hobbie que ajuda as crianças a guardarem dinheiro para seu futuro.

No Quinto: informação para a educação!

Quer uma ferramenta prática que pode ajudar na educação dos filhos, por meio da informação e da democracia? No Quinto você pode se informar sobre os mais diversos temas, opinar e saber como pensa a sociedade, de forma democrática e num ambiente de respeito. Acesse o app, se informe e participe!

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Homem e criança sentados no chão brincam com blocos de montar, ambos estão sorrindo