Alguns interesses sexuais tabus como swing, BDSM e brinquedos eróticos podem não ser admitidos em público, mas estão entre quatro paredes

Ao mesmo tempo em que é um país conhecido por sua sensualidade, o Brasil também mantém alguns tabus. Seja pela religiosidade, machismo ou conservadorismo, alguns interesses sexuais ainda não são admitidos publicamente com frequência.

No entanto, o Quinto é um espaço seguro e opinativo para o debate de vários assuntos, inclusive os sexuais. Afinal de contas, a sexualidade é uma parte importante da saúde física e mental das pessoas. Assim, nossos usuários revelam algumas das suas preferências picantes entre quatro paredes. Confira!

1- Dirty Talk: palavrões e sacanagem “ao pé do ouvido”

Mulher puxando gravata de um homem sussurra em seu ouvido

Casais apimentam os momentos de intimidade com palavrões e xingamentos.

Algumas pessoas tímidas e educadas podem surpreender na hora “h” com um repertório picante! E o “papo sacana” não é incomum não, sendo que 43% dos usuários do Quinto confirmam que gostam de xingar e serem xingados na hora do sexo. A prática é excitante para muitas pessoas, mas é preciso tomar alguns cuidados para não ofender o parceiro.

Como tudo em uma relação, a comunicação é essencial. A linha entre o “provocante” e o “ofensivo” pode ser bastante tênue em um momento de empolgação. Por isso, a dica é conversar com o parceiro sobre os limites de cada um.

2. Dominação e submissão: jogos que envolvem relações de poder

A sigla BDSM é utilizada para classificar várias práticas que envolvem o comportamento sexual humano, como dominação e submissão, sadomasoquismo, bondage (amarração), entre outros. É importante destacar que o consentimento é importante para os praticantes de BDSM. Ou seja, algumas condições de segurança para ambos são estabelecidas, como limites ou palavras e gestos que interrompam o ato. O cuidado com o (s) parceiro (s) antes e após o ato, que pode ser de fato sexual ou “apenas” comportamental, também é uma preocupação.

Alguns estereótipos rondam esse interesse sexual, especialmente na mídia e nas obras culturais, sendo que os praticantes acabam sendo muitas vezes retratados de forma depreciativa. Ainda assim, há interesse pela modalidade. Quando perguntados “Você pratica / praticaria BDSM?”, 31% dos usuários do Quinto responderam que sim.

3. Trocas: convidando outras pessoas para o sexo

A monogamia é um valor tradicionalmente exaltado na cultura brasileira. No entanto, muitos casais têm interesse em adicionar outras pessoas às suas práticas sexuais. O swing, ou troca de casais, pode ocorrer de forma pontual, mas também é visto como um estilo de vida por alguns casais.

Existem sites de relacionamento, apps e clubes especialmente direcionados a conectar os interessados na prática. Entre os usuários do Quinto, 30% dizem que fazem ou fariam swing, demonstrando certa receptividade dos brasileiros quanto a esses tipos de interesses sexuais.

4. Acessórios eróticos: incrementando a “brincadeira”

Em fundo rosa, estão distribuídos vários acessórios eróticos, como algemas e vibradores.

A variedade de “brinquedos” disponível no mercado pode agradar a todos os gostos.

O conjunto de aparelhos, apetrechos, vibradores, fantasias, chicotes, e demais estimuladores é popularmente chamado de “brinquedos sexuais”. Antes um privilégio dos que tinham coragem de se aventurar nas sex shops, os brinquedos agora são vendidos nos mais variados sites, podendo ser adquiridos no conforto do anonimato online. Assim, é natural que se tornem ainda mais populares. Com isso, 30% dos usuários do app afirmam que usam brinquedos sexuais com seu (sua) parceiro(a).

Alguns cuidados em relação à qualidade dos brinquedos, seus materiais, e forma correta de uso devem ser observados para que a “brincadeira” seja saudável e prazerosa. A higienização antes e após o uso, por exemplo, é essencial para evitar infecções ginecológicas.

5. Nome e sobrenome? Partes íntimas viram personagem próprio

Para algumas pessoas pode ser cômico, enquanto outras acham excitante ou carinhoso. A prática de apelidar o órgão sexual do parceiro é admitida por 27% dos usuários do Quinto. Tem gente que coloca nome próprio, diminutivo carinhoso, mas há também algumas escolhas mais aleatórias, que só quem faz parte do contexto sexual do casal pode entender. De qualquer forma, a comunicação é novamente a chave nesse assunto. Afinal de contas, o nome “errado” pode ser bem broxante.

Bônus: locais inusitados

Os interesses sexuais às vezes são caracterizados não apenas por práticas, mas às vezes pelo local onde se faz. E quando o assunto é fazer sexo em locais inusitados, os usuários do Quinto mostram que estão bem abertos. Quase a metade (48%) afirma que já transou em algum lugar público. Além disso, 24% admitem que já fizeram sexo no local de trabalho. Ousados, não é?

Interesses sexuais secretos

Apesar da vontade de experimentação demonstrada pelos usuários do app, ainda tem muita gente passando vontade. Isso porque, quando perguntados “você tem alguma fantasia sexual secreta?”, 55% responderam que sim.

Para sexólogos, compartilhar seus interesses sexuais com os parceiros é saudável e, desde que tudo seja consensual, pode contribuir para melhorar a relação do casal muito além das quatro paredes. Afinal de contas, intimidade e companheirismo são elementos importantes nas relações. A livre expressão sexual também contribui para saúde física e mental, sendo um elemento significativo de nossas vidas.

Opinião sem vergonha

O Quinto é um espaço para a expressão das opiniões sem vergonha (mas com respeito), em um ambiente seguro e moderado. Quer participar da construção da opinião coletiva? Se junte aos milhares de usuários do app, participando dos debates, votando e sugerindo perguntas.

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Homem e mulher deitados em cama sorrindo escondem parcialmente o rosto com lençol