Entre os usuários do Quinto, 68% declaram apoiar a luta LGBTQI+ e 72% são a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo

Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. A decisão foi considerada um marco na luta pelos direitos das pessoas LGBTQI+. Passados 20 anos, os esforços pela promoção do tratamento justo a essas pessoas continuam. A jornada por uma sociedade mais igualitária, porém, parece não ser mais tão solitária: no Quinto, 68% afirmam apoiar a luta LGBTQI+. No entanto, enquanto o estabelecimento de direitos civis já são mais aceitos pela população, alguns receios relacionados ao público LGBTQI+ parecem persistir.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da iniciativa Livres & Iguais, realiza uma campanha informativa com o objetivo de promover direitos iguais para o público LGBTQI+ ao redor do mundo. “Em muitos casos, a falta de proteção jurídica adequada, ao lado de atitudes públicas hostis leva à discriminação generalizada contra lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, travestis e intersexo – incluindo trabalhadores e trabalhadoras que são demitidas de seus postos, estudantes que sofrem bullying e são expulsos de escolas, e pacientes que têm o acesso a cuidados de saúde básicos negado”, explica o órgão.

Causa LBTQI+ e a #opiniaocoletiva

Nas perguntas do Quinto, o tema é abordado por meio de perspectivas dos direitos civis, do comportamento e cidadania, de políticas públicas, entre outros. Desta forma, o app proporciona uma visão ampla da #opiniaocoletiva sobre a população LGBTQI+. Separamos alguns dos resultados referentes à temática (e tem muito mais em nosso app), que podem ser conferidos abaixo. Já podemos adiantar uma postura positiva em relação à garantia de direitos civis e a percepção de que há necessidade de melhor acolhimento jurídico. No entanto, alguns receios ainda transparecem.

Direitos LGBTQI+

Foto mostra miniatura de bandeira do Brasil em cima de tecido com estampa de arco-íris

A presença de pessoas assumidamente LGBTQI+ contribui para a aumentar a representatividade.

Os usuários do Quinto demonstraram apoiar a ocupação dos espaços sociais e a garantia dos direitos dos cidadãos independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Assim, 72% afirmaram que são a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Da mesma forma, 74% concordam com a adoção por casais homoafetivos. A liberação da doação de sangue por homens gays – um longo debate que levou a decisões judiciais – é apoiada por 91% dos usuários do app.

Representatividade LGBTQI+ importa?

A representatividade LGBTQI+ também é vista positivamente no Quinto. Por exemplo, 58% concordam com a participação de transexuais no esporte. De maneira semelhante, 67% acham positiva a escolha de Thammy – um homem trans – para divulgar uma campanha de dia dos pais, fato que causou polêmica em 2020.

Além disso, os usuários acreditam que essa exposição contribui para diminuir preconceitos. Quando perguntados “você acredita que famosos que se assumem LGBTQI+ ajudam a combater preconceito?”, 80% responderam que sim. No entanto, há o reconhecimento de que essas pessoas pagam um preço por “saírem do armário”. Isso porque 58% afirmaram que artistas LGBTQI+ da música sofrem preconceito do público.

Os usuários do app também demonstraram, no entanto, que não acreditam que toda exposição tem propósitos nobres. Por exemplo, 76% acreditam que a mídia está expondo os transgêneros por audiência.

Gay is ok

Foto mostra estetoscópio com fita estampada de arco-íris enrolada

Maioria concorda com entidades médicas e ativistas sobre inexistência de suposta cura para homossexualidade.

Trinta anos após a decisão da OMS, que oficialmente excluiu a homossexualidade como doença, ainda há quem defenda “tratamentos” que prometem a “reversão sexual” dessas pessoas. Esse tipo de “terapia” é condenada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e ativistas. Entre os usuários do Quinto, 85% não acreditam que exista “cura gay”.

Receios persistentes

A postura aparentemente progressista da população em relação à comunidade LGBTQI+ tem algumas limitações. Por exemplo, 52% concordam com a censura de conteúdo LGBTQI+ para crianças. Além disso, 61% são contra a redução da idade mínima para a cirurgia de transição de gênero. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), em janeiro de 2020, diminuiu a idade para procedimentos cirúrgicos de 21 para 18 anos . O texto também reduziu de 18 para 16 anos o início do uso de terapias hormonais. Um indicativo de que quando o assunto são crianças e adolescentes e o universo LGBTQI+ alguns receios ainda persistem.

No âmbito dos relacionamentos, o comportamento progressista também é menos presente. Isso porque 66% afirmam que não se relacionariam com uma pessoa transexual.

Mais proteção jurídica

Para a maioria dos usuários do Quinto a legislação e a Justiça ainda precisam de avanços no tratamento desse público. Por exemplo, 55% acham que as pessoas LGBTQI+ são esquecidas pelas leis. Além disso, 73% acreditam que a Justiça não está preparada para lidar com os direitos das pessoas trans. Questões que envolvem gênero, como aposentadoria e licenças, ainda têm abordagem jurídica indefinida em nosso país.

Por outro lado, 66% são contrários à criação de presídios exclusivos para presos LGBTQI+. Essa é uma demanda de parte dos ativistas devido à vulnerabilidade deste público dentro das unidades prisionais.

Voz para todos

No Quinto todos têm voz! Independente de classe social, deficiência física ou mental, etnia, gênero, identidade e sexualidade, todos são bem-vindos para debater, opinar e votar. Afinal de contas, a construção da opinião coletiva é – e deve ser – diversa como nossa sociedade.

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Multidão na rua com bandeira gigante de arco-íris durante a Parada do Orgulho LGBT