70% se consideram defensores dos direitos dos animais e 90% acreditam que bichos de rua são responsabilidade do Poder Público

A defesa dos animais não-humanos já foi vista como uma causa alternativa, normalmente ligada aos ecologistas. No entanto, ela ganha cada vez mais adeptos. Afinal, os bichos fazem parte do nosso cotidiano, seja como pets, alimentação, entretenimento, vestuário, transporte, etc.

A adesão à causa animal chegou a tal ponto que a maioria já declara se identificar com a luta pelos bichos. Levantamento do Quinto aponta que 70% se consideram defensores dos Direitos dos Animais.

A opinião de que os bichos possuem direitos e devem tê-los garantidos (inclusive como política pública) é dominante entre os usuários da rede social. Confira como pensam os internautas sobre questões que envolvem legislação, responsabilidades e bem-estar animal.

Animais possuem direitos próprios?

Mãos humanas uma em cima da outra com uma pata de gato por cima

Entidades e ativistas lutam pela garantia de direitos aos animais não-humanos.

Convenções internacionais, causas, ativistas, entre outros, defendem os direitos dos animais. Eles seriam relacionados à garantia de seu bem-estar e a sua não-exploração, por exemplo.

No entanto, no âmbito jurídico brasileiro, os bichos não necessariamente são os detentores do direito. Os animais devem ser protegidos pelo Estado enquanto parte integrante da ecologia e meio ambiente. Existem ainda leis que punem maus-tratos e o entendimento jurídico de que eles podem ser encarados como patrimônio.

Direitos dos Animais, Poder Público e política

O bem-estar animal como política pública é uma das preocupações dos usuários do app. Por exemplo, 90% acreditam que animais de rua são responsabilidade do Poder Público. Além disso, 89% concordam com ações públicas para o controle de natalidade de cães e gatos de rua e 82% com a criação de hospitais públicos para animais.

Uma forma de garantir que os animais façam parte das prioridades dos governantes é eleger políticos comprometidos com a causa. Assim, 76% afirmam que optam por candidatos que defendem a “causa animal”.

ONGs de proteção animal

A população parece reconhecer a importância das Organizações não Governamentais (ONGs) na proteção dos bichos, mas a maioria ainda não está envolvida em apoiar diretamente essas entidades.

Enquanto 79% avaliam que ONGs são mais eficazes que órgãos do governo para proteger os animais, apenas 34% ajudam ONGs que amparam animais resgatados e 26% participam de campanhas de resgate de animais de rua.

Maus-tratos aos animais

O aumento de pena para quem maltrata animais, conforme lei sancionada em 2020, tem massivo apoio entre os usuários do Quinto. Quando perguntados ” Você concorda com a lei que prevê prisão para quem pratica maus-tratos a cães e gatos?”, 97% responderam que sim. E o problema não parece ser incomum nas cidades brasileiras, uma vez que 65% dos usuários do app dizem que já presenciaram maus-tratos a animais.

Quando o assunto é a punição desses atos, uma pergunta recente do app busca descobrir quantos já formalizaram denúncias. Por enquanto, 23% afirmam que já denunciaram maus-tratos contra os animais.

Bicho serve para que?

Pessoa com vestimentas de laboratório aproxima pinça de coelho

Maioria dos usuários do Quinto é contra a utilização de animais para testes científicos.

A visão de que os animais existem para seus próprios propósitos de vida parece se sobrepor à ideia de que os bichos devem ter “utilidade” aos humanos. Entre os usuários do Quinto, 69% não concordam que os animais devem servir aos homens.

Da mesma forma, 69% são contra a utilização dos bichos para o transporte, 82% são contra o uso de pele de animais na confecção de roupas e acessórios, 52% são contra a existência dos zoológicos, 59% acham que a venda de animais deveria ser proibida, 59% são contra o uso de animais no esporte e 58% não concordam com o uso de animais para testes científicos.

No entanto, 64% são favoráveis à criação de animais em extinção em cativeiro e 53% visitam ou visitaram atrações turísticas que usam animais.

Consumo e direitos dos animais

Os animais permeiam o consumo, seja nos meios de produção ou mesmo como os produtos em si. Os consumidores, no entanto, parecem preocupados com a garantia do bem-estar dos bichos ao longo da cadeia de produção. Por exemplo, 69% deixaram ou deixariam de consumir marcas com baixo índice de bem-estar animal e 77% pagariam a mais por produtos que zelam pelo bem-estar animal. Além disso, 52% se preocupam com a conduta de testes das marcas de cosméticos que usam.

Quando o assunto são os animais que acabam no prato, poucos parecem dispostos a deixar de consumir os bichos, mas há preocupação com o tratamento que estes recebem e com as consequências de sua produção.

Entre os usuários do Quinto, apenas 7% são vegetarianos ou veganos. No entanto, 78% não concordam com a maneira como é feito o transporte de animais para abate, 55% acham que a criação de animais para abate deve ser repensada por causa da pandemia de coronavírus e 65% são contra a exportação de animais vivos. Um ponto polêmico é se existe bem-estar possível para animais que são criados para o abate. No Quinto, o assunto divide opiniões. Quando perguntados “Você acredita em bem-estar para animais de abate?” 50% responderam que sim.

Opinião e transformação social

O Quinto é a rede social da construção da opinião coletiva, um primeiro e importante passo para promover transformações sociais, seja para os humanos ou os bichos. Quer fazer parte dessa revolução? Baixe o app, vote, comente e compartilhe!

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Cachorro marrom coloca patas em cima de cerca