Entre usuários do Quinto, 85% reconhecem que existe a cultura do machismo e 61% a do estupro; Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher é lembrado em 25 de novembro

Os avanços conquistados pelas mulheres ao longo dos anos ainda não foram capazes de eliminar por completo a desigualdade e os perigos a que estão sujeitas em nossa sociedade. Com a pandemia de Covid-19 limitando milhões de mulheres ao ambiente doméstico – um dos espaços em que elas estão mais suscetíveis à violência – e a restrição aos serviços de apoio, a Organização das Nações Unidas (ONU) para as Mulheres alertou para uma outra pandemia invisível: a da violência contra as mulheres.

Segundo dados divulgados pelo órgão em abril, nos 12 meses anteriores, 243 milhões de mulheres e meninas (de 15 a 49 anos) em todo o mundo já tinham sido submetidas à violência sexual ou física por um parceiro íntimo. No dia 25 de novembro é lembrado o ”Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher”, instituído pela ONU em memória às irmãs Mirabal (Patria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas em 1960 durante a ditadura na República Dominicana.

Os direitos da mulher e a #opiniaocoletiva

Assim, diante de tantos desafios ainda enfrentados pelas mulheres, qual a visão da sociedade sobre os direitos femininos, sua representatividade e os movimentos que as defendem? No Quinto, há uma extensa lista de perguntas que abordam a questão da mulher de diferentes ângulos, oferecendo um panorama único da opinião coletiva sobre os direitos das mulheres no Brasil.

A maioria admite que há uma cultura que estimula o machismo e a violência sexual contra a mulher, por exemplo, mas nem todos são favoráveis ao feminismo. Quando perguntados: “Você apoia o feminismo?”, 57% responderam sim. É interessante notar que a pergunta despertou um debate que já passa de 1.300 comentários no app. Ou seja, um assunto que rende muitas reflexões! Confira.

Pandemia coloca as mulheres em situação de vulnerabilidade

Mão feminina aberta para um soco de uma mão masculina

Os riscos alertados pela ONU sobre a violência em tempos de pandemia de coronavírus também são observados pela sociedade brasileira. Entre os usuários do Quinto, 88% acham que o isolamento social pode aumentar os índices de violência contra a mulher. Outra situação de vulnerabilidade provocada pela pandemia é em relação às gestantes trabalhadoras. No app, 89% concordam que as mulheres grávidas deveriam ser afastadas do trabalho durante a pandemia – benefício instituído pela Lei n° 3932, de 2020.

Cultura do estupro e machismo: mulheres não estão seguras

A maioria reconhece que a sociedade brasileira cultiva uma cultura do estupro e do machismo, em que as mulheres não estão seguras. Quando o assunto é sexismo, 85% reconhecem que no Brasil existe a cultura do machismo. Indo além, 61% também admitem que o país vive a “cultura do estupro”. O termo, segundo a ONU, é usado para abordar as maneiras como a sociedade culpa as vítimas de assédio sexual e normaliza o comportamento sexual violento dos homens.

A sociedade também aponta situações e espaços em que as mulheres estão menos seguras do que os homens. Por exemplo, 81% acham que viajar sozinho é mais perigoso para as mulheres; 93% acreditam que elas correm o risco de sofrer mais assédio em grandes eventos e 55% concordam que o transporte público deve ter áreas exclusivas para mulheres.

Combate à violência contra a mulher

Mulher com expressão desafiadora e punho levantado

Além de reconhecer as situações de violência enfrentadas pelas mulheres, os brasileiros também demonstram querer combater o problema. Entre nossos usuários, 79% são contra a expressão “em briga de marido e mulher não se mete a colher” e 96% acham que hospitais devem notificar casos de violência contra a mulher.

Quando o assunto é a legislação que protege as mulheres, a sociedade demonstra o desejo por leis mais severas. A perseguição, especialmente no ambiente virtual, se tornou uma das formas de violência sofridas pelas mulheres que encontra pouco amparo na Justiça. Com isso, 82% dos usuários do Quinto concordam com o Projeto de Lei 1.414/2019, em tramitação no legislativo, que enquadraria a perseguição na Lei Maria da Penha.

Apesar de ser um marco nos direitos das mulheres brasileiras, a legislação enfrenta uma série de desafios em sua aplicação. Falta de estrutura da rede de apoio, de capacitação dos profissionais das polícias e da Justiça, e conscientização da população são alguns dos fatores dificultadores. Desta forma, entre os usuários do Quinto há uma insatisfação com a capacidade da lei em proteger as mulheres. Quando perguntados: “as medidas previstas na Lei Maria da Penha são eficazes?”, 66% responderam que não.

A voz feminina

Uma das formas de promover mudanças na legislação e no aparato público que oferece proteção às mulheres, é tendo mais representantes femininas em cargos eletivos. Para 60% dos usuários do Quinto, no entanto, a mulher não é representada na política.

E os usuários do app parecem crer que a voz feminina é importante no combate à violência, sendo contrários ao conceito de que a crescente independência feminina tem despertado mais conflitos entre os gêneros. Afinal, quando perguntados “a busca das mulheres pela igualdade de direitos faz aumentar os casos de violência?”, 53% responderam que não.

Mulheres em todos os ângulos

Muito além das questões sobre violência contra a mulher, o Quinto aborda o universo feminino sob vários ângulos como: mercado de trabalho, entretenimento, esportes e política. Quer conferir, por exemplo, como responderam os usuários do app à pergunta: “As mulheres são tão valorizadas quanto os homens no mercado de trabalho?”.  Baixe o aplicativo, vote e participe dos debates.

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Mulher de costas com punho levantado e céu como paisagem de fundo