Apenas 35% admitem ser supersticiosos, enquanto 80% afirmam acreditar em Deus e 69% têm entre suas crenças os milagres

As nossas crenças são um conjunto complexo de conceitos resultantes de experiências, medos e esperanças. Algumas vezes são exatamente aquelas preconizadas pelas religiões, mas para outras pessoas – especialmente no Brasil – podem ser uma mistura de regionalismos, superstições e dogmas religiosos. Essas crenças variam daquelas pequenas, que quase não influenciam no dia a dia, às transformadoras, que moldam o propósito de vida das pessoas. São, então, reflexos de nossa sociedade e um ponto importante para entendermos os valores que nos movem.

Por isso, no Quinto temos uma série de questões sobre as mais diversas crenças. Entre os usuários do nosso app, uma tendência demonstrada pelas respostas é na crença religiosa tradicional em detrimento da mística/esotérica que parece abranger uma parcela menor. Por exemplo, apenas 35% admitem ser supersticiosos, enquanto 80% afirmam acreditar em Deus.

Superstição? Aqui não!

 

Mulher segura coração vermelho de pano com uma mão e um agulha com a outra, há velas e livros ao redor

Além de 65% não se considerarem supersticiosos, os usuários do Quinto mostraram ainda que a adesão a uma série de crendices populares é baixa. Azar, por exemplo, não é uma preocupação, sendo que 88% não acreditam que quebrar espelho rende azar e 94% também não temem que gatos tragam má sorte. Que bom para os bichanos, não é? As simpatias são similarmente impopulares no app: 82% não acreditam em simpatia para arranjar namorado e 75% não fazem simpatia de Ano Novo.

Esoterismo em baixa

Parece que a maior parte dos usuários do Quinto não está em contato com o lado “mágico” da força. Quando os temas esotéricos entram em pauta, poucos demonstram acreditar. Por exemplo, 78% não acreditam em horóscopo. Além disso, 66% não creem na influência da astrologia na sua vida. A feitiçaria também é desacreditada por 61% dos usuários e 80% não botam fé em cartomante.

Crenças divinas

A crença em um Ser Supremo, existente em religiões como o cristianismo, é ainda a mais prevalente. Entre os usuários do Quinto, 80% acreditam em Deus e 69% creem em milagres. No entanto, essa crença não parece necessariamente atrelada a um outro pilar da maioria das religiões cristãs: a existência de um Diabo, já que 51% disseram que não acreditam no Satanás. O curioso é que a existência do Diabo consta na Bíblia, escritura que 59% afirmam acreditar.

O futuro à Deus pertence

Mulher de joelhos em banco de igreja

O futuro já está definido? Pelo menos para a maioria dos usuários do Quinto, o que há por vir já está destinado. Quando questionados: “Você acredita em destino?”, 59% responderam que sim. Agora, a capacidade de saber o que ocorrerá antecipadamente divide opiniões. Enquanto 52% não acreditam em profecias, 66% acreditam em premonições.

Parece contraditório? Pois há algumas diferenças entre os dois conceitos. As profecias são previsões do futuro que costumam ter ligações religiosas ou esotéricas, sendo comuns na Bíblia e também fora dela, onde alguns profetas se tornaram famosos. Já as premonições são um sentimento, a sensação ou pressentimento de que algo vai acontecer e podem ser relacionadas com o sobrenatural, mas não necessariamente. Há quem interprete as premonições como uma “intuição” formada a partir de informações que a pessoa já possui.

Tolerância acima de tudo

O contraste de crenças é um dos pontos que forma a diversidade das sociedades. Assim, não aderir a uma crença ou superstição é um direito de todos, mas a tolerância é um dever. Embora o Estado Brasileiro seja laico, ou seja, o governo deve ser apartado da religião, a liberdade religiosa é garantida por lei. De acordo com a lei número 9.459, de 13 de maio de 1997, é crime: “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, sendo que a pena prevista é de reclusão de um a três anos e multa.

Afinal de contas, com respeito, é possível a convivência entre os diferentes. Quando perguntados, “Você já foi vítima de intolerância religiosa?”, 71% dos usuários do Quinto responderam que não, sendo que 51% ativamente praticam alguma religião. E parece que a maioria está disposta a viver a tolerância bem de perto, já que 82% afirmam que namorariam alguém de uma religião ou crença diferente da sua.

Cremos no poder do debate

Um bom exercício de tolerância é o diálogo com o divergente. E não tem espaço melhor e mais democrático para isso do que o Quinto, o app de debate que busca a transformação por meio da construção da opinião coletiva. Quer fazer parte dessa revolução? Baixe o app, vote e debata!

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Mão com anéis separa cartas espalhadas em mesa que tem amuletos ao redor