Entre os usuários do Quinto, 93% consideram os pets da família e 83% admitem que humanizam os sentimentos dos bichos

Os animais de estimação ganham um papel cada vez mais importante nas famílias, demonstrando que essa relação percorreu um longo caminho desde as primeiras evidências de domesticação de cães há mais de 8 mil anos. Fatores como a mudança para ambientes urbanos, a redução do número de filhos ou inexistência deles contribuíram para que os pets passassem a ocupar o espaço de um membro familiar.

No entanto, a forma como os animais são retratados na cultura pop, o imenso mercado de produtos para pets, o estilo de vida urbano e as carências emocionais dos tutores dos pets podem fazer com o que o tratamento dado aos bichos seja cada dia mais humanizado. Ou seja, que os humanos passem a atribuir aos animais de estimação sentimentos, pensamentos e comportamentos humanos. Até certo ponto, de acordo com especialistas, essa dinâmica é inofensiva e estreita os laços afetivos com o pet. Porém, o excesso de humanização pode ser prejudicial aos bichos e às pessoas.

Para explorar a relação entre pets e humanos, o Quinto fez várias perguntas que revelam como nossos usuários tratam seus animais de estimação e o nível de humanização a que os submetem. Já podemos adiantar que, entre eles, a importância dada aos bichinhos é muito significativa, uma vez que para 93% o pet é um membro da família.

Mãe de pet e pai de pet?

Casal beija cão que estão carregando

Muitas pessoas têm optado por não ter filhos, em um movimento global de redução das famílias. Em alguns casos, os pets acabam ocupando o papel que seria desempenhado por um filho. E até mesmo nas residências em que há filhos humanos, os bichos também ganham o status. Entre os usuários do Quinto, 74% não acham exagero tratar pet como filho e 62% acham que um pet pode substituir um filho.

O termo “mãe de pet” costuma causar polêmica nas redes sociais, especialmente na época do Dia das Mães. Para os críticos, a expressão banaliza a maternidade humana. O argumento é que não existiria comparação entre os desafios enfrentados pelas “mães de humano” na sociedade e mercado de trabalho e a realidade das “mães de pet”. Já os defensores do termo, acreditam que ele é apenas uma expressão afetiva da relação entre os bichos de estimação e seus tutores.

Sentimentos humanos

Quando a questão são as relações emocionais entre pets e humanos, qualquer pessoa que já teve um animal de estimação poderá relatar a sensação de que seu bicho oferece um amor incondicional. Sem julgamentos, presentes nos momentos mais difíceis e exemplos de companheirismo: cães, gatos, coelhos e outros bichinhos de estimação conseguem criar uma conexão emocional única com os humanos.

Entre nossos usuários, 83% admitem humanizar os sentimentos do seu pet. No entanto, especialistas em comportamento animal destacam que, embora os bichos realmente tenham afeição e empatia com as pessoas, os sentimentos são característicos de cada espécie. Por exemplo, gatos possuem formas específicas de demonstrar afeto. Eles ronronam ou trazem folhas e insetos como presentes para seus donos.

Assim, é preciso compreender as peculiaridades de cada um para “decifrar” seu comportamento. Aliás, para nossos usuários as atitudes do animal refletem seus tutores, sendo que 70% acham que os pets têm a personalidade do dono.

 

Amor tem limite?

Mulher sentada em sofá carrega gato laranja e toca em seu nariz

Os benefícios emocionais da relação com os animais para a saúde física e emocional de seres humanos já foram descritos pela ciência. Tanto que 74% dos usuários do Quinto dizem que teriam ou tiveram um pet para ajudar a superar uma crise emocional. As demonstrações de amor aos bichinhos também são fortes no app, sendo que 90% criam ou criaram os pets dentro de casa e 65% deixam o pet dormir em sua cama.

Rituais humanos para pets

Uma das características únicas do ser humano é a realização de rituais culturais para marcar importantes acontecimentos sociais, como nascimentos, morte, casamentos, etc. Esses atos simbólicos não têm sentido para os bichos, mas acabaram sendo adaptados para o universo pet com o objetivo de agradar seus donos.

No entanto, parece que nossos usuários não estão dispostos a gastar com todo tipo de evento animal: 55% fizeram ou fariam uma festa de aniversário para o bichinho, já 77% não dão presentes para o pet no Natal.

 

E quando é hora de “meter a pata no bolso”?

cachorro pequeno em colo de casal

O mercado de produtos para pets não para de crescer no Brasil. De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB), o setor estima faturamento de R$ 36,2 bilhões em 2019, o que representa um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. Entre os usuários do Quinto, 65% dizem que não gastam muito dinheiro com o pet. Nem por isso deixam de oferecer assistência adequada, sendo que 76% dizem que levam ou levariam o pet ao veterinário preventivamente e 37% levam o animal de estimação para tomar banho no pet shop.

Nem de gente eu gosto

Um ponto curioso do crescente estreitamento da relação com os animais de estimação é que algumas pessoas relatam não gostar de outros humanos, enquanto humanizam seus bichos. Entre os nossos usuários, 68% dizem que preferem bichos a pessoas. Para psicólogos, é natural que amar os animais seja mais fácil, uma vez que eles não julgam e são receptivos sem questionamentos. Contudo, isso não necessariamente é um problema desde que a pessoa tenha a capacidade de se relacionar de forma saudável com outras pessoas.

Cuidar é amar

Para especialistas em comportamento animal, algumas atitudes que parecem humanização são apenas cuidado recomendado. Exemplos disso são roupas de frio para algumas espécies, colocar lacinho em alguns cães quando o pelo atrapalha a visão, levar ao veterinário, promover a higiene bucal, entre outros. No entanto, há atitudes humanizadoras que são prejudiciais aos animais e confundem seu comportamento natural, especialmente quando os tutores tratam seus bichos como eternos bebês.

Entre donos de cães, há aqueles que não permitem que pets passeiem no chão – apenas em bolsas e carrinhos – com medo de que sujem as patinhas. Isso impede que eles gastem energia e tenham um contato saudável com o solo. Atender a todos os mimos dos cães também pode fazer com que eles percam a noção de hierarquia – importante para sua espécie. Os cãezinhos passam a crer que eles  – e não os donos – são os líderes. A consequência é que o bichinho pode desenvolver atitudes agressivas, dominadoras e se recusar a socializar com outros de sua espécie. Desta forma, o melhor jeito de amar o seu bichinho é cuidar da maneira mais adequada para sua espécie.

Um obstáculo para esse limite saudável é a dependência emocional dos donos, que podem estar tentando preencher um vazio com os mimos pelo bicho. Nesse caso, uma auto análise pode ajudar a entender os motivadores desse comportamento. E vale sempre a recomendação: se a situação começa a causar sofrimento emocional e interfere em outros setores da vida, o auxílio de profissionais psicólogos pode ser a melhor saída. Na dose certa, amar um pet é tudo de bom!

Muito mais no Quinto!

Ficou instigado a dar sua opinião sobre os assuntos levantados nesse post? Pois todas essas perguntas – e muitas outras – ainda recebem votos e estão abertas ao debate no aplicativo. Se você não tem o app do Quinto, baixe e comece e a opinar!

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Olho de cachorro e humano lado a lado