Pandemia acelerou a introdução do método de ensino EaD nos lares de milhões de brasileiros, mas seu destino pós-coronavírus ainda é incerto

A Educação a Distância (EaD) ganhou destaque inédito na história recente devido à pandemia de coronavírus. E essa exposição serviu para mostrar o lado bom e o ruim da modalidade, que ainda gera desconfiança na população. Passando por altos e baixos de popularidade ao longo do tempo, ela se tornou a principal forma de ensino em meio às exigências de isolamento social. Nos últimos anos, o desenvolvimento dos meios digitais e a democratização da internet contribuíram para que a EaD se tornasse mais comum no Ensino Superior e passasse até a ser aconselhada pelo Ministério da Educação (MEC) como forma de atender aos déficits do nível básico.

Com tudo isso, mesmo antes da pandemia, uma pesquisa realizada pela empresa de soluções educacionais Sagah já projetava que até 2023 o ensino superior a distância representaria 51% do mercado, sendo que na época (2019) ele representava 23% dos matriculados no país. No entanto, os usuários do Quinto ainda não parecem convencidos da dominação EaD. Quando perguntados “A educação a distância será o principal meio de ensino após a pandemia?”, apenas 30% responderam que sim.

Embora o isolamento social tenha empurrado milhões de brasileiros para a EaD, mostrando ainda mais suas possibilidades, a experiência também tem revelado suas limitações. O que pensa a sociedade sobre esse método de ensino? O Quinto tem uma série de perguntas que abordam o tema e revelam o nível de confiança da população brasileira na educação a distância.

Educação a Distância é mais antiga do que você imagina

Primeiramente, o que constitui EaD? Essa modalidade ocorre quando o aluno acessa os conteúdos de forma remota, sem a presença do professor. Ela teria surgido no século XVIII, por meio de publicações em jornais e correspondências. Posteriormente, o rádio e a TV também serviram para levar o ensino aos lares. Quem lembra do Telecurso 2000, que era exibido pela TV Globo? A iniciativa atingia milhares de brasileiros, oferecendo cursos profissionalizantes e supletivo. Com a democratização da internet e aprimoramento das ferramentas digitais, a EaD se consolidou em todos os níveis de ensino.

Mas funciona?

Notebook em mesa exibe na tela uma professora dando aula, pessoa segura cadernos e anotações

A EaD está cada vez mais popular, mas sua eficácia ainda gera debate. O método tem como vantagens a flexibilidade, sendo uma ótima opção para quem precisa estudar em horários alternativos. Além disso, quebra as barreiras geográficas, permitindo que pessoas que moram em localidades distantes tenham acesso ao ensino. O custo dos cursos também costuma ser mais acessível, uma vez que as instituições têm menos gastos com estrutura. Por outro lado, a modalidade exige que os estudantes tenham disciplina, já que ficam responsáveis por fazer sua própria rotina. O nível de acompanhamento de professores oferecido pelas entidades também varia. Outro ponto é a acessibilidade dos conteúdos para pessoas com deficiência e outras dificuldades de aprendizagem, que nem sempre é presente nos meios virtuais. E, é claro, a inexistência de interação social presencial entre os estudantes e também com os professores.

Entre os usuários do Quinto, 60% dizem acreditar na eficiência dos cursos de educação a distância. Quando o assunto é a eficácia nos níveis de mestrado/doutorado – que se popularizaram nas instituições digitais – o grau de confiança também sobrepõe a descrença: conquistando 52% dos usuários do app. Já no nível básico, a avaliação é bem menos positiva. Quando perguntados: “você acredita na eficácia do ensino a distância para o nível básico?”, apenas 30% disseram que sim.

Educação a Distância x Mercado de trabalho

Os diplomas EaD têm a mesma validade dos presenciais, desde que a instituição e curso estejam devidamente credenciados pelo Ministério da Educação (MEC). Aliás, se você tiver dúvida sobre a confiabilidade de uma entidade é só checar aqui no portal do ministério. Apesar dessa garantia, muita gente ainda teme que uma formação digital não tenha o mesmo prestígio que as presenciais no momento das seleção profissional. Especialistas em Recursos Humanos dizem que não é bem assim. Afinal, a modalidade exige organização e disciplina do aluno – qualidades desejadas no ambiente de trabalho. Contudo, entre nossos usuários, 80% afirmam que pessoas formadas em cursos EAD não são tão valorizadas quanto as formadas em presenciais no mercado de trabalho

Aprendendo em casa

Homem observa tablet e faz anotações

Apesar das ressalvas, nossos usuários demonstram estar abertos ao aprendizado digital, especialmente quando falamos em cursos. Quando perguntados, “você faz / faria algum curso online?”, 85% responderam que sim. E o isolamento social provocado pela pandemia se tornou uma oportunidade perfeita para alguns. Entre nossos usuários, 46% dizem que iniciaram algum curso online durante a quarentena.

Com tantos motivos para estarmos estressados ou tristes, a felicidade é também um fator complexo e, no final das contas, não é tão rara. Quando interrogados “você é feliz?”, 70% dos usuários do Quinto dizem que sim.

O Quinto

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Mulher com fones de ouvido sentada assistindo algo no notebook