Opiniões no app mostram que usuários reconhecem o papel do consumo de álcool nas situações sociais, mas se preocupam com consequências.

Uma cervejinha gelada com os colegas de trabalho no final do expediente, a caipirinha no churrasco do fim de semana, uma taça de vinho com o crush ou o brinde dos noivos no casamento. Todas essas situações sociais são permeadas pelo álcool, uma descoberta da era pré-histórica que desde então acompanha a humanidade. Em diferente regiões e culturas, as bebidas alcoólicas ganharam muitas preparações, usos e rituais. A relação humana com a bebida fermentada, no entanto, é de “amor e ódio”. Responsável por embalar a diversão, inspirar a arte e marcar ritos religiosos, a bebida também tem o “outro lado” provocado pelo uso nocivo. Os usuários do Quinto responderam às nossas perguntas sobre o tema e mostraram que não deixam a diversão de lado, mas defendem a prudência. Confira!

 

O álcool na hora de “fazer uma social”

Pessoas brindam com drinks

 

Conhecido popularmente como “lubrificante social”, o álcool tem como um dos efeitos a desinibição – característica que faz com que seja a bebida preferida da maioria das pessoas nas festas e comemorações. Entre os usuários do Quinto, 71% concordam que a bebida alcoólica ajuda na socialização. O despudor provocado pelo álcool pode contribuir para animar a galera, mas também incentiva comportamentos de risco. Isso se torna um problema em alguns cenários que podem resultar em violência, como as partidas de futebol. Questionados, 59% dos usuários do app disseram ser contra a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádio de futebol.

Essa proibição, presente em alguns estados, separa duas paixões brasileiras: o futebol e a cerveja. Não só nos estádios, mas principalmente nos bares e botecos do país, torcedores acompanham os jogos na companhia de uma cervejinha. Tanto que, para 73% dos usuários do Quinto, a cerveja é a bebida preferida dos brasileiros. A escolha desbanca o drink nacional mais famoso: a caipirinha.

Enquanto a mistura de cachaça e limão é a marca do Brasil lá fora, no Japão o saquê embala o happy hour, na Coréia do Sul é o soju que faz sucesso, na Rússia a vodka agita as comemorações, no Chile um pisco sour faz sucesso entre amigos, na França o champagne anima o drinque, no México a tequila embala as festas, na Croácia a Rakija e na Grécia o ouzo não é dispensado. É curioso observar também que cada região tem sua “regras” sociais para o consumo de bebida. Na Coréia do Sul, por exemplo, a pessoa mais velha da mesa deve servir a primeira dose. Já na França é de mau tom encher a taça até a boca. Enquanto, por aqui, a famosa “saideira” é a última garrafa de cerveja da mesa antes de ir embora.

O uso nocivo do álcool

Mulher recusa bebida alcoólica

 

Quem nunca exagerou um pouco na bebida e passou o dia seguinte de ressaca? O problema, segundo especialistas, é o uso abusivo da bebida. Dados de 2018 do Ministério da Saúde indicam que 17,9% da população adulta no Brasil fazem uso abusivo de bebida alcoólica – percentual 14,7% maior do que o registrado em 2006. Mas, afinal, o que é beber demais? Segundo o Ministério da Saúde é “a ingestão de quatro ou mais doses entre as mulheres e cinco ou mais doses de bebidas alcoólicas entre os homens, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias”. O consumo da bebida traz riscos imediatos, à médio e longo prazo, alerta o órgão.

Esses problemas não passam despercebidos pelos usuários do Quinto, sendo que 77% dizem se preocupar com as consequências do consumo de álcool e 79% dizem não exagerar no consumo de álcool nas festas de fim de ano. Entre os problemas causados pelo álcool estão doença cardíaca hipertensiva, distúrbios comportamentais e cirrose hepática. Segundo o Ministério da Saúde, 1,45% dos óbitos entre 2000 a 2017 estão totalmente atribuídos à ingestão abusiva de bebidas no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool é responsável por 3 milhões de mortes por ano no mundo todo.

E, mesmo quem não bebe, se preocupa com o consumo exagerado de álcool, principalmente quando o assunto é bebida e direção: 94% dos usuários do Quinto responderam sim na pergunta “Você impede/impediria um amigo que tivesse bebido de dirigir?”. Apesar de tudo, as pessoas ainda sinalizam uma certa resistência à medidas mais enérgicas para diminuir o consumo de álcool. Entre os usuários do app, 54% disseram ser contrários ao aumento de impostos de bebidas alcoólicas para diminuir o consumo. A medida é defendida pela OMS como uma ferramenta para reduzir o uso da bebida.

A diferença entre veneno e remédio é a dose

Embora, 53% dos usuários do Quinto tenham dito que não acreditam que algumas bebidas alcoólicas trazem benefícios para a saúde, há estudos que sugerem o contrário. Alguns trabalhos científicos têm apontado que o consumo moderado – ou seja, em pequenas e eventuais doses – pode trazer alguns benefícios. O vinho tinto, por exemplo, teria componentes capazes de auxiliar na função cardiovascular e até substâncias antioxidantes. Além disso, o consumo moderado de álcool aumentaria os nível do chamado “colesterol bom” no sangue. Contudo, é preciso observar que algumas pessoas não devem consumir quantidade alguma de álcool devido a problemas de saúde. A ingestão de bebida ainda deve ser acompanhada de alguns cuidados: sem violência, longe do volante, de piscinas, rios e mares. Afinal, um brinde ao bom senso!

Um gole e uma prosa

Para quem gosta de bater um papo, as mesas de bar rendem bons debates. Mas a troca de opiniões pode ficar ao alcance das suas mãos, em época de quarentena ou em qualquer outro lugar, através do Quinto. Entre no aplicativo e confira as perguntas e debates que rolam todos os dias.

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Pessoas brindam com copos de cerveja