Desde leitura até jogar videogame, passando por música televisão, app mostra como o público de 12 a 24 anos lida com as possibilidades de lazer doméstico

Cultivar hobbies e passatempos se tornou algo mais fundamental do que nunca em tempos de pandemia de coronavírus, quarentena e isolamento social. E, mesmo quem dispensa o lazer doméstico, preferindo as atividades ao ar livre ou em ambientes compartilhados, precisa agora se virar para encontrar uma forma de se entreter dentro de casa. E, é claro, opção é o que não falta.

Desde os hábitos mais simples e que exigem poucos recursos, como a leitura, até os mais avançados que podem requerer não só a tecnologia, mas também uma certa habilidade, como o de jogar videogame, passando ainda pela possibilidade de assistir televisão, filmes e séries. Vários desses e muitos outros são alvo de perguntas dentro do Quinto. E, dessa forma, ajudam a traçar o perfil dos usuários, destacando quais são os preferidos do público.

Diante disso, nesta semana o blog Somos Quinto mostra dados do perfil do público jovem (de 12 a 24 anos) quanto aos hábitos relacionados ao entretenimento, em especial o lazer doméstico diante do atual cenário de confinamento. Confira!

Aperte start!

A indústria dos games é a maior e mais lucrativa no ramo do entretenimento. Somente em 2019, ela movimentou mais de 120 bilhões de dólares em todo o mundo, com crescimento de 4% na comparação com o ano anterior. A variedade de plataformas (mobile e consoles), gerações (antigas e atuais), gêneros e franquias constrói uma massa gigantesca de fãs, esses que vão desde os casuais até o público hardcore. Não à toa, a indústria dos games é mais rentável do que a da música e do cinema, por exemplo, outras grandes potências.

Entre os jovens do Quinto, a jogatina é um hábito frequente, o que pode torná-la uma excelente opção de lazer doméstico. Nada menos do que 74% desse público respondeu que joga, sim, videogame. O que chama a atenção é a grande diferença entre os sexos, mostrando que os games são muito queridos pelos homens, mas nem tão populares assim entre as mulheres. Isso porque o índice de respostas SIM é de 90% no gênero masculino, mas cai para 59% no feminino.

Controle remoto a postos

Entra ano, sai ano, veio o computador, a internet, o smartphone e, com isso, a televisão… segue firme e forte! Tanto é verdade que há poucos anos, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicava que menos de 3% dos lares do país não contavam com ao menos um aparelho televisor.

A grande variedade de programas, a preocupação com geração de novos conteúdos e atrações e o fato de ainda ser o maior alvo do investimento publicitário no Brasil mantêm (e ainda devem manter por algum tempo) a telinha em alta. Porém, quando o assunto é a capacidade de prender o público, ao menos para os jovens do Quinto, a programação convencional não é a melhor das opções. Apenas 20% deles disseram considerar atrativa a programação da TV aberta. As respostas têm pouca variação entre os sexos e faixas etárias.

Sofá, pipoca e… séries!

mulher praticando lazer doméstico assistindo TV

Maratonar filmes e séries se tornou um hábito muito popular e é um dos lazeres preferidos de muita gente

Os canais por assinatura e os serviços de transmissão por streaming ampliaram e muito o acesso do público ao conteúdo de filmes e séries. A popularidade atingida por essas obras é prova disso e hoje em dia é possível assinar plataformas voltadas exclusivamente a este tipo de produção. Algumas delas, inclusive, reúnem mais de quatro mil títulos entre filmes e séries, fornecendo uma excelente opção de lazer doméstico. Isso além da própria televisão, que também possui parte da sua programação voltada a este tipo de conteúdo.

Com tanta opção, é perfeitamente possível selecionar entre o tipo de obra preferida. E para os jovens do Quinto, essa preferência não está na sétima arte, mas sim nas famosas séries. Afinal, nada menos do que 71% deles, entre mais de 2.500 respostas, disseram assistir mais seriados do que filmes. O apreço é maior entre as mulheres, com 73% de respostas SIM ante 64% dos homens e os adolescentes, com 74% das respostas afirmativas diante de 69% do público de 18 a 24 anos.

Em dia com a leitura

Menos badalado em meio a tanta tecnologia, mas ainda extremamente importante. Assim é o hábito da leitura, que se faz mais imprescindível do que nunca em tempos de tanta informação – mas pouca qualidade. Além de não demandar tecnologia e muitos recursos financeiros, ler pode ser extremamente enriquecedor para o conhecimento e uma fórmula de entretenimento muito eficiente. As possibilidades são quase infinitas tendo em vista os diferentes gêneros e obras.

Ao passo que a venda de livros cresceu no Brasil em 2019, a prática da leitura também se encontra em alta entre os jovens usuários do Quinto. Foram 59% os que respondem SIM à pergunta “Você tem o hábito de ler livros?” em meio a mais de cinco mil respostas. E a vantagem aqui vai para o público feminino. Entre elas, 68% das respostas foram positivas, enquanto entre os homens, o índice caiu para 47%. O resultado também mostra uma porcentagem ligeiramente maior de leitores entre os adolescentes (61%) na comparação com os jovens de 18 a 24 anos (57%).

Playlist montada

jovem feliz ouvindo música com celular na mão

Ouvir música pode ser relaxante, além de acompanhar outras tarefas simultaneamente

Ouvir música é algo quase terapêutico para algumas pessoas. Pode ser para acompanhar o estado de humor, melhorá-lo, para celebrar, se concentrar ou simplesmente por gosto ou porque não conseguem passar muito tempo no silêncio, muita gente está sempre com alguma canção em reprodução nos fones de ouvido ou alto falantes. E se há alguns anos a tarefa de ouvir música era dificultada pela necessidade de administrar diferentes mídias (sejam CDs, discos de vinil e fitas, por exemplo), hoje em dia as possibilidades são quase infinitas.

Seja por meio de plataformas streaming, de vídeo, através de download ou outras formas, atualmente é muito fácil e prático ouvir música. Talvez por isso, nada menos que 93% dos jovens do Quinto disseram escutar música diariamente. Sem grandes variações entre sexos e faixas etárias, o hábito figura como uma ótima opção de lazer doméstico. No entanto, também pode ser feita de forma simultânea com outras tarefas e até mesmo com o trabalho e estudos, ampliando possibilidades, principalmente em tempos de quarentena e isolamento social.

E apesar da praticidade e de serem bastante acessíveis, os serviços de streaming musical ainda não são capazes de mobilizar a maioria entre o público jovem do Quinto. Apenas 45% dos usuários com idade entre 12 e 24 anos se disseram assinantes das plataformas que reúnem canções e álbuns, com pouquíssima diferença nos índices entre os sexos e faixas etárias.

Vote, debata e participe!

O Quinto reúne centenas de outras perguntas voltadas à questão do entretenimento e milhares levando em conta as demais categorias reunidas no aplicativo. Você pode votar e contribuir com a construção de opiniões coletivas, e ainda fortalecer seus conceitos e colaborar com discussões saudáveis nos debates. Portanto, não deixe de participar e opine conosco!

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Vote no Quinto

mão segurando controle de tv