Quinto traz dados do perfil de comportamento do jovem brasileiro na hora de usar recursos avançados para se entreter, o que se faz necessário em tempos de isolamento social

A necessidade de ficar em casa provocada pela pandemia do novo coronavírus levou milhões de brasileiros ao isolamento social. E como a recomendação neste momento é evitar aglomerações, locais públicos e, no geral, ficar em casa, as pessoas vêm encarando a missão de encontrar alternativas para se entreter na quarentena. Pode não parecer fácil, especialmente para quem não abre mão do contato direto com amigos, uma atividade ao ar livre, o hábito de frequentar um bar ou restaurante ou mesmo visitar familiares. Mas enquanto a necessidade falar mais alto, é preciso seguir às orientações pela saúde e o bem comum. E, é claro, buscando novas formas de se divertir sem sair de casa.

Nesse processo, que pode não ser dos mais fáceis a serem encarados, a tecnologia pode ser uma grande aliada. Seja por meio da conexão com a internet via computadores e celulares, da televisão ou ainda de outros mecanismos, é possível não apenas suprir algumas das necessidades do dia a dia, mas também diminuir a distância para quem está longe, realizar algumas tarefas que foram dificultadas pelo isolamento social e, é claro, também se entreter na quarentena. Não à toa, logo no início do confinamento o consumo de internet fixa já havia aumentado 40% no Brasil.

Pensando neste tema, o blog Somos Quinto desta semana reúne dados sobre hábitos do jovem brasileiro em alguns aspectos do tema tecnologia. Tem todo tipo de assunto, desde entretenimento até educação, passando ainda por cultura e necessidades básicas. Confere aí!

Tecnologia? Pra quê?

Apesar de ser uma ferramenta praticamente indispensável nos dias atuais, a maior parte do público jovem do Quinto garante que consegue, sim, se entreter sem tecnologia. Para nada menos de 87% dos usuários do app com idade entre 12 e 24 anos, é perfeitamente possível se divertir sem recursos avançados. Em especial para as mulheres, já que a proporção do público feminino que votou SIM à pergunta é de 90%, enquanto entre os homens ela é de 85%. A missão, porém, deve ficar um pouco mais complicada em período de quarentena…

Diversão obscura

botão com símbolo de pirataria

É comum encontrar filmes e séries em sites piratas na internet, mas é importante lembrar que sua reprodução se dá ilegalmente

Por conta do tempo livre (escolas e universidades estão com aulas suspensas e com grande parte das empresas em esquema de home office, as pessoas economizam ao menos as horas gastas com deslocamento), muita gente tem aproveitado para colocar as séries em dia e se entreter na quarentena. Há ainda quem tenha encontrado tempo para ver aquele filme que está na lista há tempos. E também quem consiga até mesmo conciliar o trabalho de casa com a TV/computador exibindo conteúdo.

Seja como for, fato é que o consumo de filmes e séries de forma pirata na internet é algo bem comum para o público jovem do Quinto. Tanto é que 71% dos usuários da rede social disseram dar audiência para as plataformas – sejam sites ou programas – que exibem conteúdo sem a devida licença. E nessa questão, a prática é mais comum entre os homens (76% ante 67% das mulheres). E também para os adultos. Isso porque entre os adolescentes de 12 a 17 anos, a resposta SIM prevaleceu para 68% dos usuários. Já entre o público de 18 a 24 anos, ela sobe para 74%.

Em dia com a leitura

Ficar em casa também pode ajudar muita gente a praticar um dos hábitos mais enriquecedores para o conhecimento: a leitura. Mais do que reforçar o aprendizado, ela também é uma poderosa forma de se entreter na quarentena. Isso por se tratar de algo capaz de nos fazer viajar sem sair do lugar, nos colocando dentro de diferentes contextos e realidades. E aqui vale tudo: ler por gosto, para aprender, para se divertir ou apenas para passar o tempo.

Que a tecnologia facilitou o acesso às obras literárias por meio de tablets, smartphones e leitores digitais específicos, não dá para negar. Mas, ao menos para o público jovem do Quinto, eles parecem não substituir as boas e velhas páginas de papel. Isso porque 78% dos usuários entre 12 e 24 anos disse preferir os livros físicos aos leitores digitais. A pergunta reuniu mais de 12 mil votos e apresentou uma boa diferença entre os gêneros. Na prática, os homens parecem mais adeptos da tecnologia na hora da literatura, já que 28% deles disseram preferir os leitores digitais. Entre as mulheres, esse índice cai para 18%.

Entretenimento, mas também aprendizado

Ainda falando em adquirir conhecimento, se por um lado a tecnologia e a internet servem para entreter, por outro também se mostram uma ferramenta muito eficiente para aprender. Desde que bem utilizada. E não é apenas com a leitura, já que as fórmulas do aprendizado vêm passando por constantes mudanças e, hoje em dia, são mais multimídia do que nunca. Exemplo disso é o YouTube, com seus números de audiência e relevância incontestáveis e seu vasto conteúdo.

Nesse cenário, a maior plataforma de vídeos variados do mundo é tida sim como uma ferramenta de aprendizado eficiente para nada menos que 92% dos jovens do Quinto. A opinião parece uniforme entre gêneros e faixas etárias, já que os índices entre elas apresentam pouca variação. O conteúdo vai desde o ensinamento de conceitos básicos, como aprender a realizar tarefas domésticas, a cursos completos de temas profundos – passando inclusive por alguns tutoriais inusitados que vão de como fazer gelo até como dormir. Mas é preciso ficar alerta, porque nem todo o material pode ter boa procedência, bem como nem todos os produtores do conteúdo têm responsabilidade e consciência social.

Hora do lanche

mulher recebe delivery de comida pedida por app

Aplicativos reúnem inúmeras opções de comida e permitem realizar pedidos em questão de segundos

Diz um velho ditado que saco vazio não pára em pé. E ainda que nem todo mundo saiba cozinhar, se alimentar continua se fazendo essencial. Pode até ser um pouco mais caro, mas há quem prefira comer sempre fora, variar de restaurante e cardápio. Ou mesmo pela questão do trabalho, essa acaba sendo a única alternativa para muita gente. Porém, com a quarentena e a necessidade de ficar em casa, a solução tem de ser efetivamente caseira. Seja ela a partir das próprias mãos, ou contando com uma ajudinha.

Em diversos estados brasileiros, os serviços de delivery de comida dispararam após o início da quarentena provocada pela pandemia de coronavírus. E entre os jovens do Quinto, essa é uma saída muito comum, já que 63% deles disseram se utilizar de apps para a entrega de refeições. Curiosamente, o hábito é mais frequente entre o público de menor idade. Foram 67% os adolescentes de 12 a 17 anos que disseram manter esse costume. Já entre o público de 18 a 24 anos, o índice é de 60%.

Participe!

Indo muito além da tecnologia, o Quinto traz inúmeras outras perguntas de temas relacionados e formas de se entreter na quarentena. O app conta com 14 diferentes categorias de perguntas e, aliás, respondê-las e se posicionar nos debates é uma ótima forma de preencher o tempo e contribuir para a sociedade de uma forma construtiva. Não deixe de participar!

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placa indica falta de internet