Aplicativo reúne opiniões de milhares de usuários quando o assunto é relacionamento nas redes sociais, superexposição e vigilância constante do parceiro

A tecnologia estabeleceu uma nova dinâmica para os relacionamentos, sejam eles afetivo-amorosos ou não. A facilidade de comunicação, interação – e até mesmo de rastreamento, em alguns casos – mudou completamente a forma como as pessoas mantêm seus compromissos. Mas além das funcionalidades que podem até mesmo unir pessoas a milhares de quilômetros de distância, é preciso estar atento para não cair em algumas “armadilhas” da superexposição, do controle excessivo sobre o parceiro e da falta de privacidade.

O tema relacionamento nas redes sociais tem se mostrado altamente capaz de engajar o público do Quinto. São diversas perguntas que tratam do assunto e mostram o perfil dos usuários da nossa rede social, mas com apelo voltado para a opinião coletiva e o debate. E se no Quinto cada um possui um próprio perfil, com identificação estritamente pessoal e opiniões individuais na hora do voto, a regra parece valer também quando a questão envolve outras plataformas. Isso porque apenas 11% do público do Quinto diz que tem ou teria um perfil de casal nas redes sociais.

Sob vigilância

namorada desconfiada espiando celular

O excesso de ciúmes pode levar a uma vigilância excessiva sobre o parceiro (a), mas é importante respeitar a privacidade alheia

Vigiar de perto e fazer uma marcação cerrada no parceiro é algo que também se tornou mais viável com a internet. Por outro lado, com tantas possibilidades e formas de interação, os mais ciumentos se veem em apuros para dar conta de acompanhar os passos da pessoa amada. Mas ao menos no Quinto eles parecem representar a minoria. Isso porque 66% dos usuários da plataforma disseram que não fiscalizam seus parceiros (a) nas redes sociais. Para os ciumentos de plantão, no entanto, fica o aviso: tentar controlar a vida do parceiro, além de ser uma ilusão, pode sinalizar que algo está errado com as emoções, justamente de quem busca exercer uma fiscalização excessiva da vida alheia.

Felizes para sempre?

O relacionamento nas rede sociais por vezes pode até mesmo ser algo paralelo e completamente diferente da vida real. Não são raros os relatos de casais que parecem apaixonados em uma linda história de amor no Facebook ou Instagram, mas que fora do espaço virtual vivem algo completamente diferente. E muitas vezes, é justamente a visibilidade exacerbada no ambiente online que se torna nociva para o relacionamento, conceito com o qual a maioria do público do Quinto concorda. Afinal, foram 82% os usuários que disseram considerar que a superexposição nas redes sociais desgasta a relação.

De olho no passado

Quando se trata da fase da conquista, uma estratégia adotada por muita gente é reunir o máximo de informações sobre o (a) crush. E utilizando as redes sociais é possível descobrir certas preferências, gostos em comum e outras importantes. Há, porém, quem goste de se aprofundar na investigação e saber até mesmo quem e como são os (as) ex do novo affair. É bem verdade que, ao menos no Quinto, eles representam minoria, já que apenas 28% dos usuários do app disseram cultivar esse hábito. A prática, aliás, demanda alguns cuidados, já que não é muito saudável ficar buscando incessantemente informações sobre algo que já acabou. Tampouco tentar descobrir os motivos de um término ou ficar fazendo comparações.

Ex bom é ex… offline!

mulher aflita usando o computador

Espiar as redes sociais do (a) ex pode ser traumático e, por isso, muita gente prefere deixar de seguir ou até bloquear a pessoa

Se no fim nada der certo, é importante saber seguir em frente. Ainda que às vezes a tentação de saber como está o (a) ex com uma fuçada no perfil seja maior do que tudo. Nesse sentido, é preciso sempre avaliar qual o seu estado emocional. Fatores como os motivos do término da relação, a existência de sentimentos pela pessoa, a autoestima e o aspecto de como se lida com a possibilidade de descobrir que o ex já está em outra devem ser colocados na balança para que não haja uma frustração diante do que se pode encontrar.

Deixar de seguir, acompanhar postagens ou até mesmo bloquear em alguns casos podem ser algumas soluções, temporárias ou não. E no Quinto, a maior parte dos desiludidos de plantão concorda que o melhor jeito de virar a página é evitando o contato. Ao todo, 62% dos usuários que responderam à pergunta disseram que não seguem mais seus ex em redes sociais após o término.

Com base nas perguntas e no tema relacionamento nas redes sociais, o blog do Quinto ouviu a psicóloga, especialista em terapia de casal e sexóloga Osmeire Tobias, que avalia alguns dos comportamentos contemporâneos em meio à explosão da era da tecnologia. Confira!

O equilíbrio do relacionamento nas redes sociais

Enquanto muita gente culpa as redes sociais por problemas ou até mesmo um relacionamento frustrado, a psicóloga Osmeire Tobias acredita que elas apenas trouxeram à tona algo que já era latente. “Em termos psíquicos, percebemos que elas só potencializaram algo que sempre existiu. Comportamentos que já eram de alguma forma confusos e até patológicos acabam se exacerbando, como o ciúme excessivo, por exemplo”, cita. Na opinião dela, assim como outras questões da vida pessoal de quem se expõe nas redes sociais ganharam projeção através delas, as expressões relacionadas à insegurança e outros sentimentos pouco benéficos também seguiram pelo mesmo caminho.

Sobre a “necessidade” de vigilância constante criada por algumas pessoas com o surgimento das particularidades da exposição do relacionamento nas redes sociais, a psicóloga faz um alerta. “Quando as pessoas estão bem consigo mesmas, não ficam preocupadas em manter uma vigilância sobre o outro o tempo todo, controlando o que está fazendo ou com quem está falando”, explica. Para ela, esse tipo de situação pode configurar problemas de autoestima e segurança, que quase sempre estão mais relacionados a ela própria do que a terceiros.

Estabelecendo filtros

A dica de Osmeire para manter o equilíbrio da relação e evitar os problemas causados pela superexposição é o de estabelecer um filtro. E não apenas pessoal, mas que também estenda um cuidado para as pessoas afetadas pelo relacionamento. “É importante tomar cuidado, refletir sobre o que vai ser exposto e ponderar se isso não atinge a outras pessoas de alguma maneira. Um filtro individual, mas que reflete para o casal. É fundamental saber usar as redes sociais de uma forma saudável e ainda uma responsabilidade nossa quanto aos nossos relacionamentos”, conclui.

O Quinto aborda semanalmente dezenas de temas em suas perguntas e reúne, por exemplo, na categoria Sexo e Relacionamento outras centenas de questões. Baixe o aplicativo, se informe com os textos e vote!

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