Público com idade entre 12 e 24 anos enfatiza perigo das notícias falsas nos grupos de WhatsApp, mas checa sua origem e admite influência da web em suas vidas

Em tempos de temor por conta da pandemia de coronavírus, a desinformação pode ser uma das piores inimigas da população. E em meio a uma verdadeira avalanche, um bombardeio de notícias vindas de todos os lados, se tornou mais importante do que nunca saber distinguir o que é verdadeiro do que não é. Afinal, ainda não existe vacina com eficácia comprovada, o vírus não morre a 26°C, banho frio ou chá quente não combatem a Covid-19 e não há risco de se comprar produtos chineses “infectados” com o coronavírus. Ou seja, se você acreditou em alguma dessas histórias, você caiu em fake news.

Pensando nisso, o blog Somos Quinto reuniu opiniões do jovem brasileiro quando o assunto é a confiabilidade de notícias e informações. Com base nos dados de perguntas relacionadas ao tema, é possível observar que a maioria do público de 12 a 24 anos que vota e compartilha suas ideias no Quinto entende que a internet é uma das grandes responsáveis por influenciar suas opiniões, mas também considera que os aplicativos de mensagem representam um grande perigo no que se refere à disseminação de conteúdo falso. Confira!

Perigo na palma da mão

ícone do whatsapp com notificação

Grupos do WhatsApp costumam ser palco para propagação de muitas notícias, parte delas falsas

O WhatsApp é o maior aplicativo de mensagens do mundo. Ele atingiu, no início de 2020, a marca de 2 bilhões de usuários e hoje em dia é difícil encontrar quem não seja adepto da plataforma. Através dela, há quem envie e receba milhares de mensagens diariamente e uma das funcionalidades mais utilizadas é a de conversar com diversas pessoas ao mesmo tempo nos grupos. Seja da família, trabalho, amigos ou da academia, eles costumam ser movimentados, com muito assunto. E, às vezes, é aí que mora o perigo, com a enorme propagação de notícias sobre os mais variados temas.

Para nada menos que 94% dos jovens que votam no Quinto, os grupos de WhatsApp contribuem sim para a propagação de notícias falsas, as temidas fake news. A crença nesse perigo é maior entre as mulheres: 96%. Enquanto os homens totalizam 91%. A preocupação é tão grande que o próprio WhatsApp lançou um site para combater as fake news que envolvem o novo coronavírus.

De olho na origem

Com tanta notícia surgindo a todo instante e “brotando” na barra de notificações, é importante se precaver das fake news não apenas para não ficar mal informado. É fundamental também que a pessoa tenha bom senso e não compartilhe antes de se certificar que o conteúdo é verdadeiro. Em geral, isso não requer muito esforço. Em uma rápida pesquisa é possível identificar se as informações estão publicadas em fontes de credibilidade.

A prática deveria ser praxe. E, para pelo menos 84% dos jovens do Quinto ela é, já que essa é a porcentagem dos usuários que respondeu SIM à pergunta “Você checa notícias antes de repassar no WhatsApp?”. O resultado está pautado na opinião de mais de 1.500 pessoas e se mostra bastante homogêneo, já que há pouca variação entre os sexos e as faixas etárias (de 12 a 17 e de 18 a 24 anos).

Fake news? Boca no trombone!

Muitas vezes, apenas discernir e não compartilhar não resolvem o problema. Rastrear a origem das fake news pode ser uma tarefa difícil, que nem é de responsabilidade da população em geral. Por outro lado, ao identificá-las, é importante denunciar para evitar que o responsável pela disseminação continue com o legado da mentira. Tanto o WhatsApp quanto o Facebook possuem ferramentas que permitem que fake news sejam devidamente denunciadas.

Entre os quase 10 mil jovens que votaram à pergunta “Você denuncia fake news?” no Quinto, 52% sinalizaram positivamente. E aqui, a diferença se mostrou considerável nessa prática entre os dois sexos. As mulheres mostram maior engajamento na iniciativa de identificar e denunciar a propagação de notícias falsas: 55% responderam ter esse costume. Já entre os homens o índice é bem mais baixo: apenas 47%.

Uma rede, muitas opiniões

grupo de jovens usando o celular

Com a grande oferta de conteúdo na internet, cada pessoa tem sua própria rede de influência e, a partir de então, forma sua opinião

É inegável que, em tempos atuais, o mundo inteiro está conectado via internet. A web faz parte do nosso cotidiano e dominou as mais diversas tarefas, desde a comunicação até a prática de se informar, passando ainda por outras questões, como os hábitos de consumo e entretenimento. Com acesso a praticamente tudo via computador ou smartphone, é natural que exploremos suas funcionalidades à exaustão. Por outro lado, também é inevitável que eles ganhem espaço em nossas vidas e se tornem cada vez mais indispensáveis.

Com o mundo inteiro na palma das mãos, a internet está presente em nossas vidas praticamente 24 horas. Dessa forma, para 88% dos jovens do Quinto, ela exerce sim influência em suas opiniões. É justamente esse público que mais consome o conteúdo dos chamados “pensadores digitais”, os influenciadores, e também passa mais tempo nas redes sociais. E nessa questão, os índices se mantêm muito próximos entre os sexos e também em meio às duas faixas etárias que compõem o grupo de jovens.

Vote no Quinto

O Quinto reúne essas e outras perguntas sobre fake news e o comportamento da população na internet. E também fora dela. Para votar e dar sua opinião, basta baixar o aplicativo. Além de votar, é importante participar também dos debates. Não apenas mostrar seu ponto de vista e argumentos, mas também para ver como os outros se posicionam e enriquecer ainda mais as suas convicções a partir de um debate saudável e construtivo.

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Vote no Quinto

cabo de internet desconectado com um nó