Em tempos de quarentena contra o coronavírus, rede social reúne dados importantes sobre como pensa o jovem brasileiro quando o tema é prevenção e o que esperar do nosso futuro

O mundo está em guerra. E dessa vez, não se trata de um conflito armado, disputa ideológica, religiosa, por território ou nada do tipo. Trata-se de um inimigo único, mas que conta com fortes aliados como a desinformação, a falta de cuidados com a higiene e a irresponsabilidade. E mesmo que do outro lado esteja toda uma população formada por mais de 7 bilhões de habitantes, os esforços não podem ser medidos para que a situação volte a ficar sob controle tão logo quanto possível. Afinal, a ameaça do coronavírus já provou ser mais do que real e, passados dos 200 mil casos da doença no mundo, a urgência por soluções que garantam não apenas o nosso presente, mas também o nosso futuro se faz cada vez maior.

No foco do perigo estão idosos e portadores de doenças crônicas. São eles que devem receber maior atenção e cuidado neste momento, mas justamente para que possam ter o seu devido acompanhamento, é preciso saber como pensam os responsáveis por zelar por eles nessa hora: os jovens. Pensando nisso, o Quinto reuniu as opiniões do público de 12 a 24 anos, mas não apenas no que se refere à pandemia, mas no tocante a condições, hábitos e perspectivas quando o tema é saúde. Confira!

Estamos prontos?

O primeiro caso de coronavírus foi diagnosticado no Brasil no dia 25 de fevereiro. Desde então, a Covid-19 se espalhou por todos os estados brasileiros em grande velocidade e começou a fazer vítimas de fato a partir da segunda quinzena de março. A disseminação do vírus e o seu impacto, social, econômico e em diversas perspectivas, causam uma preocupação global e na visão do jovem brasileiro não é diferente. No Quinto, apenas 9% desse público considera que o Brasil está preparado para a epidemia do coronavírus.

E o que chama a atenção é que a desconfiança na capacidade que o país tem para encarar o cenário se faz maior entre as mulheres. Para apenas 4% delas o Brasil está pronto para a pandemia. Já entre os homens, esse índice sobe para 13%. A principal preocupação das autoridades e especialistas da área da saúde é com a sobrecarga do sistema de saúde, uma vez que admite-se que país algum possui capacidade para atender a todos os doentes num surto desses. Além disso, estima-se que para cada caso confirmado da doença existam outros 15 não notificados.

De mãos limpas

pessoa lavando as mãos para evitar coronavirus

Higienizar bem e frequentemente as mãos é uma das formas mais eficazes de afastar vírus como o causador da Covid-19

Uma das medidas mais eficazes no combate à disseminação do coronavírus é a higiene. É claro, evitar aglomerações, contato com áreas e objetos compartilhados e sair de casa o mínimo possível também se fazem fundamentais nesse momento. Mas é importante lembrar que o simples hábito de lavar as mãos com frequência pode ajudar a impedir que o vírus seja adquirido ou transmitido. E nesse sentido, o Quinto reúne alguns dados preocupantes.

Ao todo, 66% dos jovens do app que votaram na pergunta em questão disseram lavar as mãos com frequência para evitar doenças. Isso quer dizer que mais de um terço desse público não nutre essa preocupação, que deve ser diária e constante, não apenas em tempos de pandemia. Ainda na esteira do que pensa o jovem brasileiro, são as mulheres que se mostram mais atentas a essa necessidade básica. Entre o público feminino, o índice de quem sustenta o hábito é de 69%. Já entre os homens ele cai para 63%.

Pulmões, para que te quero?

Como qualquer doença, a Covid-19 tem maior incidência em alguns determinados grupos. Além dos idosos, diabéticos, hipertensos, pessoas com insuficiência renal, doença cardiovascular ou respiratória crônica são as mais suscetíveis a sofrer com as consequências do vírus. E em meio aos jovens brasileiros, com uma boa amostragem de mais de dois mil votos, percebe-se que as “ites” como rinite, sinusite e bronquite, além da asma, por exemplo, são relativamente frequentes. Entre os jovens do Quinto, os problemas respiratórios afetam 42% do público.

Mais uma vez observa-se uma diferença na incidência entre os sexos. Isso porque as questões respiratórias afetam 47% das mulheres e entre os homens a porcentagem cai para 37%. Nesse caso, a diferença também acontece em duas faixas etárias diferentes. Entre o público de 12 a 17 anos, apenas 39% alega sofrer de problemas respiratórios. Já dos 18 aos 24 anos esse índice sobe para 44%.

As vacinas na visão do jovem brasileiro

homem recebendo vacina no braço

Manter a carteira de vacinação atualizada é importante para garantir a imunização contra várias doenças

As primeiras vacinas contra o coronavírus começaram a ser testadas nessa semana nos Estados Unidos. A China também deu o aval para iniciar a realização de experiências com a imunização e, a exemplo dos EUA, ela acontecerá diretamente em humanos. Apesar disso, ao que tudo indica o processo de distribuição da vacina ainda deve levar de um ano a 18 meses, já que são necessários mais testes.

O assunto vacina é recorrente no Quinto. Em meio a episódios em que os movimentos antivacina tiveram grande repercussão, a rede social de opinião coletiva reuniu dados expressivos sobre como pensa o jovem brasileiro nesse contexto. Em meio a mais de 10 mil votos, observa-se que entre o público de 12 a 24 anos, a crença na eficácia das vacinas é altíssima: nada menos que 94%, e com pouca variação de diferença entre os sexos e faixas etárias.

Esse tipo de imunização é defendida por especialistas como uma das mais eficazes – se não a mais eficaz – para prevenir doenças. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente 19 vacinas. Elas protegem contra mais de 40 doenças e, por isso, é enorme a importância de manter a carteira de vacinação atualizada.

Quinto alerta

O Quinto reúne essas e outras centenas de perguntas sobre Saúde e Bem Estar, atualizando diariamente o seu catálogo de questões. Nas últimas semanas, a rede social tem intensificado sua cobertura com informações e perguntas sobre o coronavírus de forma que a sua opinião é muito importante para construir uma sociedade mais participativa e consciente. Não deixe de compartilhá-la e participar dos debates!

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mulher doente ao lado do despertador