Produtos falsificados e conteúdo ilegal na internet têm alta procura no Brasil e acabam por fazer parte da rotina de consumo dos usuários da rede

 

São inúmeros os motivos que tornam a pirataria algo tão popular no Brasil. A desvalorização do real perante outras moedas, carga tributária excessiva, preços abusivos e a dificuldade de acesso a determinados produtos levam muita gente a optar por caminhos alternativos no comércio, cuja variedade de itens costuma ser gigantesca.

Roupas, sapatos, jogos, brinquedos, eletroeletrônicos e muitos outros artigos integram a lista dos objetos mais procurados no comércio informal, que rendem um belo prejuízo aos cofres públicos: R$ 130 bilhões por ano é o valor que o Brasil chega a perder em arrecadação de impostos por causa da pirataria, segundo levantamento do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP).

Embora ilegal, é inegável que esse mercado é extremamente procurado nos quatro cantos do País e entre o público do Quinto não seria diferente: 65% dos usuários da rede disseram que compram produtos falsificados, em pergunta que somou mais de cinco mil votos, de pessoas de todo o Brasil. Mas é preciso ter cuidado. Não é apenas quem fabrica e vende produtos piratas que está cometendo crime, mas o comprador também pode responder por receptação por adquirir produto falsificado. Além disso, produtos vindos da pirataria não apresentam garantia,não têm a mesma qualidade dos originais e, dependendo da finalidade, podem até ser nocivos para a saúde.

Mas não são só produtos físicos os alvos da pirataria. Mesmo com a democratização de acesso trazida pela internet, o Brasil é o quarto maior consumidor de conteúdo ilegal na web, segundo relatório da consultoria britânica MUSO. E o público do Quinto confirma essa situação. 66% dos usuários alegaram consumir conteúdo pirata na internet, que pode ir desde filmes e séries sem a devida licença até livros e notícias, por exemplo.

Filmes e séries, aliás, são temas que sempre engajam o público do Quinto. Porém, outros dados reforçam que a preferência por meios oficiais de consumo desse conteúdo é bem menor. Apenas 18% dos mais de nove mil usuários da plataforma que responderam pergunta a respeito ainda optam pela compra de mídias físicas como DVDs e Blu-ray, e menos da metade — 44% — dos cerca de três mil que responderam sobre serviços de streaming musical pagam e mantém uma assinatura ativa nas plataformas.

No Quinto você encontra essas e muitas outras perguntas relacionadas à tecnologia, educação e mais diversas categorias. Nessa semana, por exemplo, você pode opinar se considera que digital influencer é uma profissão ou não. Fique ligado!

 

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