Quinto mostra o que pensam nossos usuários sobre racismo no cotidiano, mídia, cotas e poder público

O racismo no Brasil está enraizado na nossa cultura. A violência contra os negros é um problema constante no país, talvez pelo resquício dos mais de 300 anos de um sistema escravagista, encerrado há pouco mais de 130 anos. Denúncias de racismo podem ser realizadas por meio do Disque 100, um serviço de utilidade pública da Secretaria de Direitos Humanos, ou ainda por meio de boletim de ocorrência em qualquer delegacia.

Em 2018, o Brasil tinha 19,2 milhões de pessoas que se declararam pretas – 4,7 milhões a mais que em 2012, o que corresponde a uma alta de 32,2% no período. É o que revela um levantamento divulgado em maio de 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 2015, os pardos passaram a representar a maior parte da população – saltando de 89,6 milhões em 2012 para 96,7 milhões em 2018.

Juntos, pretos e pardos, formam a população negra do país e somam mais de 55% dos habitantes do Brasil. No dia 20 de novembro, muito mais do que um feriado e dia de descanso na maior parte das cidades brasileiras, também é dia de refletir sobre a questão do negro no Brasil. É o Dia Nacional da Consciência Negra e o Quinto mostra 4 opiniões dos seus usuários sobre preconceito racial.

Preconceito faz parte do cotidiano

Infelizmente, como mostra o Quinto, o racismo ainda é muito presente no Brasil, como indicam 73% dos usuários do app, que disseram já ter sofrido ou presenciado atos de racismo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), por ano, 23 mil jovens negros morrem no Brasil, um a cada 23 minutos.

Racismo se combate com educação

A educação é uma das principais ferramentas contra a discriminação racial, em favor da inserção pessoal, cultural e social da população afrodescendente, segundo disse Anderson Quack, da Fundação Cultural Palmares, em uma discussão realizada no Senado Federal em 2016, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

O sistema de cotas em universidades públicas reserva vagas a candidatos de determinados grupos populacionais desde 2012. A partir de 2016, segundo regras estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC), ao menos 50% das vagas disponíveis no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) são reservadas para atender critérios de renda, cor ou raça. No Quinto, os usuários reconhecem o valor dessa medida, com 52% do seu público a favor dessas cotas.

Esses aspectos educacionais vem ao encontro de dados divulgados recentemente: o número de estudantes negros nas universidades públicas passou, pela primeira vez, o de brancos. Em 2018, o Brasil tinha mais de 1,14 milhão de estudantes autodeclarados negros, enquanto os brancos ocupavam 1,05 milhão de vagas em instituições de ensino superior federais, estaduais e/ou municipais. Os dados são da pesquisa “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil”, feita pelo IBGE, e divulgada em novembro de 2019.

Presença de negros no poder público

Dos 513 deputados eleitos em 2018, apenas 125 se declaram negros. O número de parlamentares afrodescendentes cresceu quase 5% em relação a 2014. Ainda assim, na última eleição, a representatividade continua baixa: apenas 20% são negros.

No Senado, dos 81 senadores apenas 14% são negros. No Quinto, quando questionados se deveria existir cotas para negros (e mulheres) na política, 45% dos usuários disseram que sim.

O poder da mídia deve ser considerado

A maneira como a mídia trata os negros gera inúmeros debates e, ao mesmo tempo, abre novas perspectivas sobre como tratar o tema. Um país que consome muita novela como o Brasil tem um histórico de baixo aproveitamento de atores negros em suas produções — que geralmente os colocam em papéis menores e sem protagonismo na trama, retratados em posições sociais inferiores e sem destaque.

Os usuários do Quinto estão atentos a isso, com 71% deles concordando que a mídia é racista. Em 2018, o Ministério Público do Trabalho recomendou à TV Globo 14 medidas para promover a participação de pessoas negras em produções audiovisuais e no jornalismo. A medida foi motivada pela ausência de personagens pretos e pardos na novela Segundo Sol.

Outros temas semelhantes

Nesta semana, você poderá responder no aplicativo se tem ou já teve professores negros nas salas de aula que frequentou e se a desigualdade entre negros e grandes no mercado de trabalho pode diminuir. Estas e outras perguntas você encontra no Quinto. Baixe o app e dê sua opinião!

Leia mais: Vem feriado por aí… e os usuários do Quinto mostram que quanto mais folgas, melhor

Vote no Quinto

Dia da Consciência Negra Esporte e Racismo

Dia da Consciência Negra Esporte e Racismo